Um início de namoro tonto como tantos outros.

Há 14 anos, eu suspeitei que ele me olhava mais vezes do que o costume. Ainda estou a tentar perceber como é que tive coragem de pegar no telefone e marcar um café, a pedir justificações. Sem nada de concreto para lhe apontar, apenas com a certeza de que se passava alguma coisa. Depois de a conversa se ter iniciado com a minha pergunta: “O que é que se está a passar?” e ele ter desmentido nos primeiros 5 minutos, eu confirmava aquilo que mais ninguém reparou: ele gostava de mim.

Um mês depois, 10 de Novembro, começávamos a namorar.

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