A fragilidade resiliente

Basta parar um bocadinho pelas dunas para reparar na quantidade de plantas bonitas, mas tão frágeis que por lá se mantêm. Esta, em particular, não oferece nenhuma resistência quando a apanhamos. Fiquei a olhar para a raiz, enquanto sentia o vento daquele dia. Tão fininha, tão simples. Enquanto pensava nisto, imaginei logo uma amiga que entende destas coisas, a dizer-me: “Ó Rute, não percebes nada disso. Então não vês que é precisamente o vento que leva e amontoa a areia e que permite que a raíz fique mais sustentada?” ou algo parecido. A fragilidade que o vento parece trazer é, afinal, parte da força desta planta. E lembrei-me que, mais uma vez, é essencial que reconheçamos a nossa fragilidade para estarmos mais dependentes do Deus que nos pode sustentar. E se pelo meio nos lembrarmos de agradecer e interceder por alguém, como eu me lembrei desta querida amiga, melhor.

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