Caminhar sem destino nenhum.

Talvez um dos desafios com os filhos, numa época em que tanto corremos, é ensiná-los a gozar de momentos sem objectivos. Sem entretenimentos, sem nada para comprar ou fazer, simplesmente estar.
Neste dia, os rapazes foram a uma estreia no futebol e fiquei só com as meninas. Achei que era uma boa oportunidade de não irmos a lugar algum, apenas ficar onde nos apetecesse. O meu jardim preferido da zona, com o palácio, estava fechado (efeito da greve do dia anterior, acho), mas havia o outro.

Numa tarde de sábado cheia de sol, fiquei intrigada por onde andariam as pessoas, já que nos cruzámos apenas com meia dúzia no espaço de uma hora. Aproveitei que a mais velha já se sente demasiado crescida para entrar no parque infantil onde a mais nova gosta ainda de brincar, para conversarmos. E assim nos demorámos sem questões sobre quando iriamos embora, ou o que iriamos fazer a seguir. Às vezes é bom sentir que a missão vai sendo mais ou menos cumprida. Que lhes fique na memória passeios com vagar, a apreciar coisas bonitas e a apenas conversar.

E agora um momento de regresso ao passado: este banco onde nos sentamos é o mesmo desta foto.

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