Ocupados.

A Maria escrevia no outro dia acerca da forma como vivemos tão orgulhosamente ocupados (aqui).

A maior dificuldade que sinto, tendo eu uma vida tão difícil de explicar em horários (não há um dia igual a outro, os trabalhos que faço em casa são encaixados onde se pode, a vida “profissional” de Igreja mistura-se com a pessoal) é conseguir gerir as prioridades. O que é realmente importante? A que é que vamos dizer que não? Não é fácil, e nem sempre é possível explicar.

A verdade, e nisto acredito mesmo, é que o que é realmente importante nós não nos esquecemos. Aquilo que nos enche o coração, vamos encontrar sempre forma de o vincar. Não vamos deixar passar. Da mesma forma que aquilo a que não conseguimos acorrer no imediato, é sempre compreendido por quem tem de esperar. Uma certeza, isso sim: o que é para ficar, está lá sempre. O que se dilui neste passar dos dias, tem uma resposta simples: não é importante.

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