E tu, quem é que tu dizes que eu sou?

” E tu, Rute, quem é que tu dizes que eu sou?”
é como se a imagem de Jesus a morrer por mim, ali na cruz, me confrontasse com a mesma pergunta que Jesus fez dias antes aos seus discípulos (Mateus 16:15).

Pois.
Quem é que eu digo que Jesus é?

Recuando. No final da noite de quinta-feira no Getsêmani, Jesus foi preso – traído por um dos discípulos e abandonado pelos restantes – os mesmos que tinham vivido com ele nos últimos três anos. No silêncio da noite, o Sinédrio exige um julgamento e em menos de nada era decretada a execução de Jesus (Marcos 14: 53-65). Esta execução tinha de ser confirmada por Pilatos, que na sua relutância, misturada de covardia, foi confirmada (Marcos 15: 1-15).

Depois de ser espancado e torturado, Jesus foi colocado com pregos na cruz, e lá permaneceria em agonizante sofrimento cerca de seis horas (Mateus 27: 27-44).

Jesus foi crucificado no meio de dois ladrões. Enquanto lá permaneceu, desnudado, exposto, sem forças, pessoas no meio da multidão faziam troça dele, sugerindo que se ele era realmente o filho de Deus, para descer dali. Mas ele escolheu não o fazer. Foi precisamente a sua presença na cruz que viria a provar a sua divindade, não a sua capacidade de escapar de lá. Se um dos ladrões o acusava, o outro pediu perdão e recebeu-o (Lucas 23: 39-4).

Por volta das 3 horas da tarde, Jesus morreu (Lucas 23: 44-46). E foi naquele momento que todos ganhámos um novo rumo. No momento mais terrível e feio de todos, começava a esperança para nós. O mundo ganhou o sacrifício expiatório de Cristo. Mas para muitos daqueles que presenciaram a morte de Jesus, havia uma enorme dor, como se a esperança de acreditar que aquele era o Messias prometido, se desvanecesse com a sua morte. Mas nada se desvanecia, pelo contrário, tudo era novo!

Jesus amou até ao fim. Ele foi obediente ao Pai e submeteu-se à morte, e morte de cruz (é este o horror, lembrar que o filho do nosso Pai do Céu se permitiu a este lugar). Ele permaneceu, não porque os soldados romanos se certificavam disso, mas por causa do seu amor, do seu enorme amor.

Jesus amou até ao fim. ATÉ AO FIM.

É com esta certeza que milhares de homens, mulheres e até crianças, hoje correm risco de vida pelo mundo. É pela certeza da morte e ressurreição que a igreja perseguida subsiste, cresce e permanece. E a pergunta que me é feita, aqui no cantinho mais ou menos confortável do mundo ocidental, é a mesma que é feita a ti hoje:

“E tu, quem é que tu dizes que Jesus é?”

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