Automático

Mergulhámos no mundo das mudanças automáticas, onde temos de deixar de usar tudo aquilo a que estamos habituados: o pé esquerdo não serve para nada e precisa mesmo ficar quieto, a mão direita pode ficar o tempo todo no volante (ou com o telemóvel, já que por aqui é legal falar enquanto se conduz) e conceitos como “ponto de embraiagem”, “deixar o carro ir abaixo” não existem.

Estacionar é um verbo que deveria ser redefinido aqui, a estes lisboetas habituados a ruas estreitas, estacionamentos de lado e outros malabarismos. Aqui é um sítio onde se estaciona sempre em espinha, de frente, com muito espaço (mesmo no centro da cidade). O trânsito é ordeiro e nestas semanas todas ainda não ouvimos buzinar. Nos cruzamentos, passa-se por ordem de chegada (não se aproveita que o da frente está a virar para nós virarmos também), e nos Stop toda a gente pára, mesmo no meio da floresta sem mais carros à vista.

As estradas são limpas, não se vê um papel no chão. Todos os dias há guaxinins atropelados no caminho (mete pena), também é comum passarem por nós veados. Na auto-estrada os camiões (até aqueles que transportam casas) andam à mesma velocidade (ou superior) que nós, e isso às vezes é um pouco estranho (assustador).

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