Memórias

Há 13 anos, estava no final da gravidez da minha segunda filha. Ao contrário da primeira, já não trabalhei até ao fim. Estava em casa de baixa, com a mais velha, e tudo estava pensado ao pormenor: roupas, gavetas, malas. Eu sempre gostei de sonhar e deixar para a última da hora nunca foi o meu lema (e continua a não ser).
Deixar o ritmo de trabalho de sair de casa às 8h e chegar pelas 19h,e estar nessas últimas semanas de espera, fazia com que a casa estivesse a brilhar, qualquer brinquedo era arrumado imediatamente, enfim. Até bordei fraldas, imagine-se o meu vagar.

Há 12 anos, também estava no final de nova gravidez. Num cenário completamente diferente, numa casa nova nada arrumada, numa gravidez com cuidados de saúde, mas a mesma expectativa. O Joaquim estava a chegar, já não havia tempo para bordar fraldas, mas as roupas de rapaz foram preparadas com muito gosto. Nesta fase, questionava-me como iriamos ser uma família de 5 em tão pouco tempo, mas ao mesmo tempo não tinha baixa de trabalho nem patrão a quem dar justificação. Sentia-me duvidosa de como esta nova vida ia ser, mas livre.

Sempre que Novembro chega, lembro de como tudo mudou e como Deus nos transformou. E é recordando, seja pela escrita do que registei para trás, seja pelas fotografias que nuca deixei de tirar, que vejo como Deus está sempre presente a cuidar, encaminhar, corrigir. Como um bom Pai que ele é.

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