Somos dois, antes de sermos 6.

Escolher ficar em casa com os meus filhos significa que esse é o meu emprego principal, mas não significa que eles são tudo para mim ou que nada mais existe. Pelo contrário: estar mais tempo com eles implica que eles sabem que existe tempo sem eles, mesmo que estejamos a maior parte do tempo no mesmo espaço. Também significa que nos servimos em conjunto e que todos se sacrificam uns pelos outros, começando pelas limpezas, compras e refeições. Vemos filmes e fazemos muita coisa em conjunto ao mesmo tempo que precisamos trabalhar e não nos podem interromper. Passar muito tempo com eles coloca as coisas no lugar certo, e manda a culpa dar uma volta quando teima em aparecer, sabendo que a autonomia e responsabilidade não colidem com amor, elas são parte dele – a nossa cultura duvida disto, mas a Bíblia não. Também acontece, e é uma das minhas coisas preferidas desta fase, os pais dizerem que já vêm, e vão passear. Não tenho pressa mas sei que um dia voltaremos a ser só dois. Tal como éramos em 2002.