Minha querida irmã Manuela

Quando partimos há um ano de sabático, tivemos as duas uma conversa acerca da nossa despedida. Fomos falando e achámos melhor não oficializar o momento do adeus, sob pena de ser muito violento para os dois corações, em especial o de quase 90 anos. Foi uma companhia à distância nos meses que estive fora (e que companhia!).

Ao regresso, meti a chave na porta e acordei-a com beijinhos na cara. Achava ela que ia para o céu na nossa ausência e que já não nos veríamos do lado de cá. Não aconteceu. Deus tem-na protegido deste novo vírus e mantém-lhe o ânimo através da sua Palavra. Se um dia chegar esta idade, tenho este exemplo de persistência e de confiança divina.