Mississippi love

O maravilhoso do Evangelho é descobrir que não há requisitos para o receber. Não importa de onde vimos, quem somos ou como nos sentimos: há lugar para nós. Por isso nos é pedido que, tendo recebido essa graça de sermos tornados filhos de Deus, tratemos o nosso próximo como a nós mesmos – o segundo maior mandamento de todos, disse Jesus (Mateus 22). Sempre que cumprimos este mandamento, imitamos Jesus – ainda que de forma imperfeita.

Hoje foi dia de provar estes biscoitos que nos foram oferecidos dias antes de regressarmos a Portugal. Havia alguma expectativa, mas estivemos meses suficientes no sul americano para perceber que a intensidade dos sabores é excessiva para um estômago português, e que a probabilidade de não os apreciarmos era elevada. Guardei esta caixa até perto do fim da validade, a ver se neste compasso de espera o nosso paladar se apurava. Não aconteceu, mas não faz mal. Amar o próximo é isto mesmo: aceitar as diferenças, receber e partilhar interesses. Neste lugar, fomos recebidos cansados e foi-nos dado alívio, sem mais nada nos ser questionado. Fomos acolhidos como Jesus nos acolhe, e isso é o melhor que nos pode acontecer na vida. Resta-nos viver a transbordar o mesmo para outros, de diversas formas, consoante as estações da vida, gerindo e honrando o nosso tempo e limitações também (este último assunto fica para uma próxima!)

Mr. Lars, we miss you so much!