Tudo tem um tempo

O José é mais um dos nossos bebés da Lapa, que não precisava de ser nosso afilhado para o considerarmos como sobrinho. De família, temos 18 sobrinhos, mas se considerar que 8 deles não partilham o meu sangue (são filhos das irmãs do Tiago), posso então concluir que ter sobrinhos vai muito além de afinidades biológicas. Cabem muitos sobrinhos no meu coração, e os que temos na família da Lapa têm lugar garantido.

Tomar conta de bebés, ou pegar um bebé ao colo, é algo que não me custa, pelo contrário. Dá-me prazer. Ao mesmo tempo, vejo como tudo tem o seu tempo e que ter hoje 43 anos não é o mesmo do que os 27 que tinha com a Maria, 29 com a Marta, os 30 que tinha com o Joaquim ou os 32 de quando engravidei do Caleb. Há mesmo um tempo para tudo, e Deus tem o seu plano para cada família. No caso da nossa, sinto que estou noutra fase – com uma exigência diferente – e que hoje é o tempo de acompanhar filhos de outra maneira. Bebés, hoje, só mesmo os sobrinhos e um dia – se Deus quiser – netos.