Morreu Quino, o criador da Mafalda

Não sei precisar muito bem como começou, mas teve relação com os jornais que o avô Edgar comprava e a minha procura pelas tiras. Recortava-as e deram origem, uns bons anos mais tarde, a serem o forro de dossiês e cadernos, cobertos a papel autocolante. No meu imaginário infantil, era difícil compreender como é que a Mafalda preferia panquecas a sopa, e estava sempre tão preocupada com questões mundiais que me passavam completamente ao lado, mas o descaramento e confiança dela fascinavam-me. Não dá para não voltar a lê-la, conseguir discordar, e dar umas boas gargalhadas. Porque a Mafalda é a Mafalda.