Joni – Maria João Neves

Quando cheguei à Igreja Baptista de Moscavide, em 2002, já conhecia a Joni, mas não privávamos de perto. Talvez a primeira abordagem que ela me fez, terá sido num final de culto. Eu tinha começado a ser professora das crianças na Escola dominical e ela assumia ficar com algumas dessas crianças durante o culto. Abordou-me e disse qualquer coisa como: “Estás a fazer um excelente trabalho. Durante o tempo do culto, perguntei aos miúdos o que estavam a aprender, e eles sabiam contar a história toda do início ao fim, e sabiam como a aplicar”.

Não seria a única vez que me abordaria. com o passar do tempo, percebi que essa era uma forma de viver da Joni: reconhecer o que de bom os outros estão a fazer. Encorajar em todo o tempo. Tinha um espírito conciliador em ambientes de reuniões de decisão, e mantinha a tranquilidade quando tudo ao redor estava a roçar o caótico. Apoiou-nos em todas as mudanças e fez saber o quanto apreciava acompanhar o nosso trabalho e crescimento enquanto família. Esteve, a muito custo e já doente, na nossa conferência Sem medo e, claro, veio ter comigo para… encorajar.

Esteve doente nestes últimos três anos e, imaginem, foi um encorajamento ao seu redor e deu um testemunho a não esquecer. Na última mensagem, escreveu: “Não sei quanto mais tempo me resta, só Deus sabe. Confio nele e sei que não estou só”.

Até breve, querida (mesmo muito querida) Joni.