Cecília há só uma (não tenho lugar para mais nenhuma).

Em Março de 2017, o Tiago esteve no Brasil. Contou-me em detalhe os lugares por onde tinha passado, os nomes das famílias e igrejas que o tinham acolhido. Talvez por isso, quando passadas umas semanas recebi um mail com o remetente “Cecília Reggiani”, algumas campaínhas soaram (uma delas com um episódio muito engraçado!).

Confesso que fui ao perfil desta jovem, tentando compreender o que nos ligaria. Ok, ela tinha 25 anos e estava a iniciar um projecto e queria a minha participação, uma mulher com 40. Não é algo assim tão comum em Portugal, pessoas que não se conhecem e com uma diferença de idade de 15 anos quererem ter uma amizade ou, mais ainda, trabalhar juntas. Mas aceitei.

Três anos e meio se passaram e o projecto cresceu (cliquem aqui), junto com a nossa amizade. Aquilo que me pareceu estranho (de tão honroso que me pareceu), converteu-se numa irmandade sólida, com partilha de fardos, constante encorajamento, cuidado e prestação de contas. Vejo o quanto Deus tem usado este encontro para abençoar outros, além de nós. Apesar de nós.

Há um ano e meio, finalmente nos abraçámos. E este ano, repetimos. Num tempo de tanta confusão, em que o mundo está virado do avesso, vejo a providência e cuidado de Deus em tudo. Até neste pormenor de, em Dezembro de 2020, recebermos a família Reggiani em Lisboa. Deus é bom!