Crianças a dormir no chão, que mãe é esta?!



Há uns dias, vi um vídeo de uma jovem mãe, acerca da sua maternidade. A mensagem, recheada com filmagens cheias de tranquilidade a amamentar e embalar o seu filho, com música de fundo tranquilizante, era a defender a sua política de educação versus a das mães de antigamente.

Resumindo, a ideia era a de que as mães de antigamente davam conta de tudo porque colocavam os seus filhos sozinhos na “esteira” – creio que esta era a palavra – ao invés das de hoje, como ela, que escolhia o seu filho em primeiro lugar, deixando tudo o resto para segundo plano.

Fiquei triste com o que vi. Em primeiro lugar, porque para se defender uma posição não é necessário denegrir outra. Talvez não fosse a sua intenção, mas esta mãe acabou a insinuar que as mães de antigamente eram negligentes. Em segundo, porque parte da afirmação de que somos moralmente superiores, por fazermos escolhas diferentes.

Nós, cristãos, não devemos embarcar nestas ideias. Sim, devemos e podemos escolher o que achamos melhor, mas nunca desconsiderando os mais velhos. Uma decisão de hoje, que até pode ser feita em oposição à das nossas mães ou avós, deve considerar contexto histórico, social, e ser olhado sempre com misericórdia e amor. Isto serve para todas as áreas da vida, e para a maternidade em particular. Temos tanto a aprender com os mais antigos, juntamente com a nova informação que nos chega. Um não é inimigo do outro. Não sabemos tudo, e precisamos da graça de Deus.

(E sim, os meus filhos adormeceram muitas vezes no chão porque a mãe tinha outras coisas para fazer.)