Chegar

Muita coisa mudou, começando pelo facto de já não ser preciso dizer “perto de Tavira” para me referir a este lugar (e talvez eu assuma a minha quota de responsabilidade na publicidade que lhe fiz nestes 30 anos, e está tudo bem. Os lugares não nos pertencem, pelo contrário: são para serem partilhados), mas a entrada pela avenida permanece igual. E é habitual recordar-me da sensação de chegar com os tios, em dois carros – um com barco atrelado e outro com jetski- ao descer a rua que estreitava ao se chegar lá abaixo, e da manobra que era necessária para dobrar a esquina com reboques. E tudo ser vivido com a ânsia de ter várias semanas de sol, sal, aventura pela frente.