Vacina = febre = domingo em casa

Hoje, ao ter de ficar com miudagem febril em casa, fui relembrada dos inúmeros domingos do passado, em que a nossa família se dividia entre os que iam à igreja, e os que ficavam.

Do lado de cá, ficava eu, num tempo em que não havia smartphones, em que aceder à Internet implicava clicar num botão de um computador fixo que demorava minutos a ligar, e em que ouvir o sermão nunca era feito em tempo real – à terça-feira, mais ou menos, lá conseguia ouvir o áudio, sem imagem.

Aqui deste lado, ficavam os vómitos, a febre, uma casa caótica e uma mãe que tentava ler uma história, para compensar a ausência da escola dominical.

Hoje, fui recordada de que os meus filhos há muito que não ficam doentes, e que ficar em casa ao domingo de manhã, quando todos saem das suas casas, não significa a mesma solidão.

Hoje, agradeci muito. A fidelidade de Deus em todos os tempos, e a tecnologia que ele também inventou.

– Ficar em casa com doentes significa fazer bolos de consolação-