Relacionamentos Intencionais

[Relacionamentos Intencionais, 23. Out. 2021]

Foi Deus quem nos criou para nos relacionarmos. Precisamos uns dos outros. E numa sociedade que nos diz que somos suficientes e que não precisamos de ninguém para atingirmos os nossos objectivos, a Bíblia ensina-nos que nada conseguimos sem Deus e sem companhia de outros na caminhada. Existimos em Igreja, e debatemo-nos com a forma prática de viver o mandamento de nos amarmos a ponto que outros vejam esse tão único amor, ao mesmo tempo que temos limitações de tempo e energia. São muitas as utopias que carregamos, nisto de nos sacrificarmos uns pelos outros. O ano só tem 52 semanas, não temos como desenvolver intimidade com todos ao mesmo tempo.

Analisando a vida de Jesus, vemos que a sua prioridade era o relacionamento com o seu Pai, logo ao acordar, mesmo depois de dias movimentados (Marcos 1:35). Apesar de ensinar e influenciar multidões, Jesus tinha o círculo dos doze discípulos, com quem privava de mais perto, e que ele escolheu – aparte empatias ou lugares de influência, estes eram pescadores e homens humildes com pouca ou nenhuma formação, demonstrando que é possível estabelecer ligações e intimidade com aqueles com quem aparentemente nada temos em comum. Mas Jesus tinha também o seu círculo mais íntimo de três amigos: Pedro, Tiago e João, que surgem em momentos mais específicos e duros da sua vida. Por último, a Bíblia não esconde que João era o seu amigo amado, a ponto de lhe ter confiado os cuidados da sua mãe na hora de morrer.

Intencionalidade significa um olhar atento e comunhão constante com o nosso Deus, de forma a nos sacrificarmos e amarmos, gerindo bem os nossos recursos e assumindo limitações, ao mesmo tempo que nos dispomos a ir a até todos: gregos e judeus, bárbaros e citas, escravos e livres (Colossenses 3:11).
Não construamos muros onde Deus já construiu pontes.