Direitos das mulheres à luz da Bíblia – 2

Sempre que homens sejam vistos como mais importantes do que as mulheres, ou sempre que uma raça seja encarada como superior a outra, a verdade bíblica da igualdade à imagem de Deus é negada. Sempre que a sociedade e cultura nos queiram vender que a Bíblia é um livro que defende desníveis entre sexos, podemos – aliás, devemos – voltar logo à primeira página para refutar essas mentiras. 

Não me querendo alongar na parte da criação de homem e mulher e de como ela aconteceu, gostava de destacar algo: Deus afirma que não é bom que o homem esteja só. Como assim? O homem não estava só, ele tinha Deus, certo? Quando Deus afirma o que afirma, ele tinha acabado de nomear Adão como o mordomo da sua criação; aquilo que Deus diz é que ele não vai conseguir cumprir esta missão sozinho.
É nesta parte que muitos encontram problemas em classificar a mulher como uma ajudadora do homem. E esse é, de facto, um dos problemas que encontramos na limitação do nosso vocabulário, entendimento e pré-conceitos com que crescemos.

Nas nossas terminologias século XXI, a definição de ajudadora remete-nos a caracterizações simplistas e preconceituosas: Adão, o patrão. Eva, a empregada. Importante, menos importante.

A palavra ajudadora, no seu original é tudo menos poucochinho. Significa “competente”, “adequada”. Aliás, “ézer”, a palavra usada para descrever aquilo que Eva é para Adão, é a mesma palavra usada para a ajuda que Deus dá ao seu povo no Velho Testamento, por pelo menos 16 vezes.

Nos primeiros versos do Salmo 121 lemos: ” Elevo os meus olhos para os montes; de onde vem o meu socorro? O meu socorro (ézer) vem do Senhor , que fez os céus e a terra.”

Ser “ézer” não é então, como muitos pensam, ser menos. É ser indispensável. É apenas quando Eva entra em cena que tudo fica “muito bom” e que a instrução “Frutificai e multiplicai-vos” passa a ser possível.

Deus podia ter criado outro Adão para Adão , mas escolheu não o fazer. Criou Eva. Deus é criativo e perfeito em tudo o que faz. Criar, então, pessoas de sexos diferentes à sua imagem, é uma ideia divina e que deve ser respeitada e admirada.